Eleições

Presidentes de Câmara e Senado reconhecem eleição de Lula da Silva

Presidentes de Câmara e Senado reconhecem eleição de Lula da Silva

Presidentes de Câmara e Senado reconhecem eleição de Lula da Silva

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, parabenizaram Lula. Foto: Reprodução/TV Senado

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), reconheceram na noite deste domingo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com 99,97% das urnas apuradas, o petista teve 51,78% dos votos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro (PL).

“Quero cumprimentar o candidato eleito, o presidente Luiz Inácio Lula Da Silva, que foi consagrado pela maioria dos eleitores para exercer a Presidência da República. Temos um processo eleitoral digno de todas as homenagens. Não só pela segurança, mas pela rapidez da apuração. Enquanto presidente da Câmara, quero dizer que a nossa Casa seguirá compromissada com o país.”, disse Motta, que iniciou o pronunciamento.

O presidente da Câmara ressaltou ainda sobre a necessidade de reconciliação no país. “Quero que o presidente reeleito possa fazer uma avaliação dos seus acertos, mas também dos erros cometidos. Temos um Brasil dividido, radicalizado. Com essa vitória de hoje, creio que o presidente terá uma oportunidade de reconciliar o país. Estaremos prontos, com diálogo, independência e harmonia, para dialogar e projetar o futuro do país.”, disse.

Alcolumbre também ressaltou a necessidade de entendimento num país polarizado. “Nosso país dividido não é bom para o povo brasileiro, não é bom para as instituições republicanas. Precisamos compreender que passada as eleições, passado o debate eleitoral, se foi acalorado ou não, agressivo ou não, passou a eleição. O presidente do Brasil eleito tem que governar para os 215 milhões de brasileiros que precisam das respostas do Estado.”, disse.

“Aos vencedores a humildade de entender que só a vitória por si consagra as propostas, mas de hoje em diante nós precisamos ter um presidente da Republica, e isso precisa se refletir ao entorno do presidente, que efetivamente não está bom o momento de agressividade que estamos vivendo, cabe ao presidente da República unir o Brasil. O presidente terá uma grande missão, unir o Brasil, pacificar o Brasil.”, acrescentou.

O presidente do Senado também falou sobre a importância da “força do voto” e também cumprimentou Flávio Bolsonaro. “A gente está pedindo para as pessoas: “participem do processo eleitoral”. Hoje a gente teve quase 120 milhões de pesssoas que exerceram o direito do voto. A gente está vendo hoje um presidente sendo reeleito com 64 milhões. Eu estou convivendo com o senador Flávio Bolsonaro há oito anos, ele é um colega meu senador da República. Uma eleição para presidente em um país dividido. Um colega senador disputou a eleição e teve 60 milhões de voto, isso não é pouca coisa.”.

Vice-presidente

Durante a comemoração da vitória no segundo turno das eleições presidenciais, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) discursou no palco ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarando que o líder petista “salvou a democracia brasileira pela segunda vez” ao vencer a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

Em pronunciamento marcado por agradecimentos ao eleitorado, Alckmin destacou o papel decisivo das mulheres, o empenho dos idosos e a força da juventude — lembrando a coincidência da data com o Dia Nacional da Juventude —, além de renovar a lealdade da chapa para governar com “humildade e senso de responsabilidade” perante a confiança do povo brasileiro.

Senado

O senador eleito pelo Rio de Janeiro Portinho (PL) afirmou no domingo, 25, após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o Senado será uma “trincheira” da oposição. Em publicação no X, o parlamentar sinalizou que seu grupo político continuará atuando contra o governo petista, apesar da derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

“Estamos polarizados e não seria diferente. E o Senado será nossa trincheira. Teremos reforço. E não desistiremos do nosso Brasil. Nunca!”, escreveu.

“Que virada! Meu abraço a cada pessoa que conversou, mobilizou e ajudou a construir essa vitória da democracia, da soberania e da inclusão. Essa conquista ultrapassa as fronteiras do PT e do lulismo. Reuniu brasileiros de diferentes posições, inclusive muitos críticos ao governo, que se uniram para impedir o retorno do bolsonarismo. Essa amplitude precisa estar presente nas decisões do próximo mandato. O novo governo terá de ser muito diferente: mais aberto, disposto a corrigir rumos e capaz de recuperar pessoas, competências e ideias afastadas ao longo do caminho. Os desafios exigem desenvolvimento, responsabilidade fiscal com justiça social, educação, ciência e empregos de qualidade.”, disse o ex-senador Jean Paul Prates.

Renan e Zema

O ex-candidato à Presidência Renan Santos disse à Jovem Pan que a prorrogação de duas horas para o segundo turno da eleição neste domingo (25) gera um “clima de guerra” e que o resultado provavelmente será contestado na justiça. “Eles estão querendo gerar clima de guerra e vão conseguir. Vamos aguardar as próximas horas mas tem cheiro de resultado sendo contestado na justiça.”

Segundo Renan, o que aconteceu na Bahia é crime. Independente da sua posição política, o que aconteceu é crime. Isso gerou uma corrida por decisões judiciais, tem TRE não querendo cumprir decisão judicial.

Foi uma estupidez muito grande terem cometido isso numa eleição que estava, por enquanto, transcorrendo na normalidade e num país que está cada vez mais doente.

De acordo com o governador Romeu Zema, o presidente Lula teria recorrido a práticas comparáveis às da Venezuela para influenciar o processo eleitoral brasileiro. Em pronunciamento, Zema apontou supostas irregularidades, como a prorrogação de prazos eleitorais e ações de militância sindical em Salvador, classificou o pleito como um dos períodos mais marcados por desinformação e manifestou pessimismo quanto ao futuro econômico do país.

Impeachment

O senador eleito pelo Rio Grande do Sul Marcel van Hattem (Novo) informou neste domingo (25), ter apresentado pedido de impeachment no Senado Federal contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. De acordo com Hattem, a decisão do magistrado em ampliar horário de votação em duas horas no segundo turno das eleições gerais foi “atuação desidiosa”.

“Decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h, quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado. Além disso, com claro indício de suspeição pois Zanin foi advogado pessoal do Lula antes de ser ministro. E quem pediu a prorrogação foi a coligação do próprio Lula”, disse Hattem, atualmente deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Janones cobra desculpas

O deputado federal André Janones (Rede-MG) cobrou no domingo (25) desculpas de quem duvidou de suas previsões sobre a eleição presidencial. Depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), o congressista afirmou que soube interpretar os sinais das redes sociais durante a campanha.

“Onde tá sendo formada a fila para os que duvidaram de mim pedirem desculpas? Eu falei, porra! Eu sei ler os sinais qeu as redes emitem!”, escreveu Janones em seu perfil no X. A declaração faz referência às previsões feitas pelo deputado durante o 2º turno. Mesmo com pesquisas eleitorais indicando uma disputa apertada, Janones sustentava que Lula venceria e que haveria uma onda favorável ao petista.

Tribuna do Norte

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