Direitos Humanos

Projeto do RN acolhe vítimas de violência doméstica

Projeto do RN acolhe vítimas de violência doméstica

Projeto do RN acolhe vítimas de violência doméstica

Foto: Getty Images/iStockphoto

Um espaço que promove apoio psicológico e orientação social e jurídica com o objetivo de fortalecer a autonomia das mulheres e contribuir para o rompimento do ciclo da violência. É desta forma que o projeto de Apoio e Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, do Instituto Social de Saúde e Educação do Rio Grande do Norte (ISSERN), atua para proporcionar às vítimas de violência doméstica a oportunidade de romper um ciclo quase sempre associado a abusos físicos, mas que também está permeado por agressões psicológicas e outras. Os atendimentos ocorrem de forma gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Os atendimentos ocorrem por demanda espontânea, sem necessidade de agendamento, na sede do ISSERN, na Rua Jaguarari, nº 2239, em Lagoa Nova, zona Sul de Natal. Mas os contatos também podem ser feitos por e-mail (institutoissern@gmail.com), Instagram (@institutoissern) ou WhatsApp (84 99424-8828). Lindinez Chagas Cabral, gerente e coordenadora de Projetos do ISSERN, explica que a iniciativa surgiu em abril deste ano e que tem como principal desafio manter o acolhimento às mulheres, uma vez que muitas acabam desistindo de continuar o acompanhamento.

Neste mês, com a mobilização do Agosto Lilás, de luta das mulheres por igualdade, respeito e proteção, o ISSERN reforça a atuação com a iniciativa. “É comum que várias mulheres vítimas de violência voltem para os agressores (maridos ou companheiros) e deixem de participar do projeto”, frisa Lindinez Cabral. Ela detalha que o projeto oferece atendimento gratuito e integrado, reunindo apoio psicológico, além de orientação social e jurídica.

“O ideal é que as mulheres tragam o boletim de ocorrência. Do contrário, encaminhamos para que elas façam esse registro. Aqui, fazemos o acolhimento e orientamos”, pontua ela, em seguida. Segundo a coordenadora, a maioria das mulheres que procuram o projeto é formada por vítimas de violência física, mas alerta que existem outras formas para as quais é preciso ficar atento.

“Existem tipos como a violência psicológica, patrimonial, moral e sexual, dos quais nem sempre se tem ciência da gravidade”, afirma. Lindinez Gomes detalha que a iniciativa tem buscado integração à rede de proteção (Delegacia da Mulher, Guarda Municipal de Natal, Defensoria Pública), para permitir o melhor atendimento às mulheres.

Camilla Maia, psicóloga do projeto, ensina que é importante ficar atento para compreender se a mulher está inserida em um ambiente de violência doméstica. “O apoio psicológico chega para ajudar no entendimento desse tipo de violência também”, aponta a psicóloga.

Para além de identificar abusos, Camilla Maia explica que a dificuldade se apresenta também na hora de buscar ajuda. “Muitas mulheres têm vergonha ou medo de contar o que estão passando. Tem aquelas que, por conta dos filhos, acabam voltando para os companheiros, entrando em uma fase de ‘lua de mel’, em que o casal se reconecta, vivencia bons momentos, até que o ciclo de violência recomeça”, frisa.

Diante da dificuldade em pedir ajuda, a psicóloga ensina que a busca por apoio não precisa, necessariamente, ser feita de forma explícita.

Tribuna do Norte

Gostou do conteúdo?! Compartilhe!
whatsapp button