Greve de professores continua mesmo após decisão do TJRN

Greve de professores continua mesmo após decisão do TJRN
A decisão do Sindicato dos Professores foi tomada em assembleia realizada nesta segunda-feira (17). Foto: Divulgação
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) decidiu manter a greve dos professores e educadores da rede municipal de ensino de Natal, mesmo após o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinar a suspensão imediata do movimento e o retorno dos profissionais às atividades no prazo de 24 horas.
A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta segunda-feira (17). Segundo o sindicato, a categoria pretende apresentar recursos à Justiça e buscar diálogo com o Judiciário para tentar reverter a liminar.
De acordo com o sindicato, a intenção é manter o movimento enquanto são discutidos os recursos. A entidade também afirma que a decisão judicial não declarou a greve ilegal, mas determinou a suspensão da paralisação e o retorno dos profissionais às salas de aula.
“A categoria decidiu continuar o movimento e tentar discutir judicialmente, no caso, com o Judiciário, para reverter essa decisão, liminar. A greve não é ilegal. Ela (a Justiça) só acatou a liminar para a retomada das atividades”, disse Bruno Vital, coordenador-geral do Sinte/RN.
O sindicato também informou que pretende buscar uma nova rodada de negociação com a Prefeitura de Natal. Segundo a entidade, havia expectativa de realização de uma audiência com o Município, mas o encontro não ocorreu. “Eu acho que eles não iam mesmo dialogar conosco porque já recorreram direto à Justiça. Se quisessem dialogar, teriam chamado para o diálogo e não teriam judicializado”, defende o sindicalista.
Como próximos passos, os professores devem participar de um ato público nesta terça-feira (18) e buscar o apoio de outras entidades da sociedade para intermediar as negociações com o Município.
A greve foi deflagrada em 6 de agosto. Na sexta-feira (14), o TJRN determinou a suspensão imediata da paralisação e estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. “Vamos tentar reverter a decisão”, informa Vital.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) disse que das 147 unidades da Rede Municipal de Ensino apenas seis haviam aderido integralmente à greve. “O Departamento de Gestão Escolar vai acompanhar e orientar a reorganização do calendário escolar, para que todas as unidades possam garantir a reposição das atividades necessárias e a continuidade do ano letivo”, destaca a pasta.
A SME também disse que “continua aberta ao diálogo com a categoria, buscando construir soluções com equilíbrio, responsabilidade e respeito aos profissionais e, sobretudo, aos estudantes da Rede Municipal de Ensino de Natal”.
Os professores e educadores infantis da rede municipal estão em greve por tempo indeterminado. Entre as principais reivindicações estão a unificação das carreiras, a equiparação salarial e a recomposição das perdas acumuladas, incluindo um reajuste de 4,6% nos salários em 2026.
Tribuna do Norte