Saúde

Anvisa aprova primeira versão nacional de semaglutida após fim da patente do Ozempic

Anvisa aprova primeira versão nacional de semaglutida após fim da patente do Ozempic

Anvisa aprova primeira versão nacional de semaglutida após fim da patente do Ozempic

Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira autorização para um concorrente nacional da substância após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil, encerrada em março deste ano.

A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e o Wegovy, usado no tratamento da obesidade. Com a expiração da patente, farmacêuticas passaram a disputar espaço em um mercado bilionário, impulsionado pela alta procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras”.

O Ozivy foi registrado como “medicamento novo” por meio de uma modalidade chamada desenvolvimento abreviado. Esse caminho regulatório é usado para produtos baseados em substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia perante a agência reguladora.

A aprovação ocorre após meses de análise da Anvisa. Desde a queda da patente, nenhum produto à base de semaglutida havia recebido autorização para chegar ao mercado brasileiro. Em abril, a agência chegou a negar pedidos de registro por falhas na documentação e na comprovação de requisitos técnicos.

Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy recebeu registro válido até junho de 2036 e foi aprovado em apresentações de solução injetável para aplicação subcutânea. As versões incluem cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, acompanhados de canetas aplicadoras e agulhas. A EMS ainda não divulgou detalhes sobre preço, lançamento ou início da comercialização.

A autorização representa um marco na corrida aberta após o fim da patente. Os processos começaram a ser protocolados ainda em 2023, antes da expiração da patente, em meio ao interesse da indústria farmacêutica pelo novo mercado.

Apesar da expectativa de aumento da concorrência, a semaglutida não possui versões genéricas tradicionais. Por se tratar de uma molécula complexa, os novos medicamentos precisam seguir caminhos regulatórios específicos e apresentar estudos que comprovem qualidade, eficácia e segurança. Entre os pontos avaliados pela Anvisa estão imunogenicidade, controle de impurezas e métodos capazes de identificar pequenas alterações na estrutura da substância.

Tribuna do Norte

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