Cultura

Arte, memória e identidade se encontram em exposição na Pinacoteca

Arte, memória e identidade se encontram em exposição na Pinacoteca

Arte, memória e identidade se encontram em exposição na Pinacoteca

Nesta edição do Salão Dorian Gray, a exposição está organizada em quatro eixos curatoriais: Território, Saberes, Memória e Subjetividades. Foto: Reprodução

A identidade e a memória cultural do Rio Grande do Norte são temas do IX Salão Dorian Gray, que será aberto neste sábado (31), às 9h30, na Pinacoteca do Estado. A exposição vai reunir obras de 90 artistas selecionados entre os 158 inscritos – número recorde na trajetória desse projeto. Nesta edição, a exposição homenageia o programa Feito Potiguar, do Sebrae RN, que reconhece e valoriza produtos e serviços vinculados à identidade do estado. É arte como expressão de território, registro de memória coletiva, e possibilidade de imaginar novos futuros.

O mote do Salão em 2026 é “Arte, Identidade, Memória e Inovação”, que propõe o entendimento da identidade de um povo como forma de ultrapassar a materialidade e alcançar o intangível – ou seja, conhecimentos, práticas e processos criativos que formam a cultura local.

A seleção dos 90 trabalhos ficou a cargo de um júri formado por Dione Caldas, Everardo Ramos, e Eduardo Viana.

A exposição está organizada em quatro eixos curatoriais: Território, Saberes, Memória e Subjetividades. Em “Território”, a paisagem é compreendida em sentido amplo, abrangendo cidades, litoral, sertão, arquitetura, natureza e pertencimento. “Saberes” reúne os modos de fazer que atravessam a identidade potiguar, valorizando ofícios tradicionais, criação artesanal e conhecimentos transmitidos entre gerações.

O eixo “Memória” acolhe patrimônios, arquivos, narrativas e lembranças individuais e coletivas, considerando a cultura como um processo permanente de interpretação e reinvenção do passado. Já “Subjetividades” enfatiza a diversidade das experiências humanas, contemplando identidades, afetos, ancestralidades e diferentes formas de existência na sociedade contemporânea.

“Não se trata de procurar uma imagem única do Estado, mas de reconhecer sua pluralidade”, segundo a curadoria. Nesse contexto, a arte é apresentada não apenas como representação de uma realidade existente, mas como instrumento para questioná-la e transformá-la.

“Mais do que uma exposição competitiva, o Salão afirma-se como um programa de valorização da produção artística contemporânea, reunindo criadores de diferentes linguagens para refletir sobre o que significa produzir arte a partir do Rio Grande do Norte e dialogar, ao mesmo tempo, com questões universais do nosso tempo”, destacaram os curadores Manoel Onofre Neto e Dione Caldas.

Para Zeca Melo, diretor-superintendente do Sebrae RN, para aproximar tradição e contemporaneidade, saberes, inovação e memória, o Salão vai ampliar o alcance do Feito Potiguar, “reconhecendo na produção artística uma das expressões mais potentes da criatividade e da identidade do nosso Estado”, declarou.

A iniciativa também recebe apoio do deputado federal Benes Leocádio, destacando que “incentivar a cultura é preservar nossa identidade, fortalecer o sentimento de pertencimento e contribuir para a construção de um patrimônio que permanecerá para as próximas gerações”. Durante a abertura serão anunciados os três primeiros colocados da mostra competitiva, que receberão, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil em Prêmios Aquisição Sebrae RN – Feito Potiguar.

Tribuna do Norte

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