Política

Corrente do PT rejeita aliança com PDT e defende PSOL na majoritária

Corrente do PT rejeita aliança com PDT e defende PSOL na majoritária

Corrente do PT rejeita aliança com PDT e defende PSOL na majoritária

Deputada Natália Bonavides rejeita apoio a Rafael Motta (PDT). Foto: AGÊNCIA DA CÂMARA

Mesmo sendo uma tendência interna minoritária do PT, a “Articulação de Esquerda” sob a liderança da deputada federal Natália Bonavides descarta apoio à pré-candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta numa aliança majoritária com o PDT, partido presidido no Estado pela ex-deputada estadual Márcia Maia, filha da falecida governadora Wilma de Faria e auxiliar de primeiro escalão do governo Fátima Bezerra (PT) como diretora da Desenvolve RN, a ex-Agência de Fomento do Rio Grande do Norte (AGN).

A tendência “Articulação de Esquerda” divulgou nota, que acabou vazando à imprensa na segunda-feira (13), defendendo que a segunda vaga para o Senado Federal ao lado da pré-candidata do PT, vereadora Samanda Alves, seja do PSOL.

O fechamento da chapa majoritária do grupo político da situação também passa pelo PC do B, que reivindica a indicação do presidente do Sindicato dos Professores da UFRN, Osvaldo Negrão, para compor “dobradinha” com a vereadora Samanda Alves.

Na mesma nota, a tendência “Articulação de Esquerda” prega a indicação de uma mulher como pré-candidata à vice-governadora, que é o mesmo posicionamento já defendido pelo pré-candidato ao governo, o ex-secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier.

A corrente petista entende, segundo a nota, que em cada estado do país, o PT “precisa ser capaz de engajar a militância e a base social em torno de um projeto de país e do Rio Grande do Norte é de candidaturas que defendam esse projeto de forma coerente e permanente”.

“No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador a deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa”, diz a nota.

Para a corrente “Articulação de Esquerda” a unificação dos partidos de esquerda “é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado”.

Segundo a nota, o PSOL deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, “garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda”.

PSOL em faixa própria

O posicionamento político da corrente “Articulação de Esquerda” chega com um certo atraso, mesmo há dez dias da convenção da Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV), que ocorrerá dia 26, na Escola Estadual Edgar Barbosa, em Lagoa Nova, vez que o PSOL, na noite de segunda-feira (13), confirmou a chapa “puro sangue” com a pré-candidatura a governador e vice do professor universitário Robério Paulino e da assistente social Lenny Grillo.

Para o Senado Federal, o PSOL ratificou as pré-candidaturas do ex-deputado estadual e ex-vereador Sandro Pimentel e da médica Sônia Godeiro.

O professor Robério Paulino só admite composição politica com o PT numa hipótese do ex-secretário Cadu Xavier ir para o segundo turno, mas também espera dele reprocidade política do petista.

“Mas eu vou crescer, não entramos só pra figurar, vamos chegar no segundo turno”, vaticina Robério Paulino, ao se reportar 2014, quando às vésperas do pleito, saiu uma pesquisa eleitoral que lhe dava 0,7% das intenções de votos dos eleitores do Rio Grande do Norte, porém “dois dias depois tive 9% dos votos”.

“Quantos milhares de votos me tiraram com isso, porque ninguém quer votar em quem tem 9,7/% dos votos há dois dias das eleições, agora esse ano não vou ficar em 9%, vou chegar no segundo tudo”, otimiza.

A convenção do PSOL também está agendada para a manhã do domingo (26), na Assembleia Legislativa.

Tribuna do Norte

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