Ginga Showroom deve movimentar R$ 500 mil em negócios no RN

Ginga Showroom deve movimentar R$ 500 mil em negócios no RN
Evento realizado pelo Sebrae-RN acontece até esta terça-feira (28), no Hotel Praiamar, em Natal| Foto: Magnus Nascimento
A primeira edição do Ginga Showroom, realizada pelo Sebrae/RN no Hotel Praiamar, deve movimentar cerca de R$ 500 mil em negócios, segundo estimativa da organização. O evento reúne cerca de 40 expositores de diferentes segmentos do setor da moda com a expectativa de ampliar a presença das marcas potiguares no mercado nacional por meio da aproximação com compradores e lojistas de diferentes regiões do país.
A iniciativa, que acontece nos dias 27 e 28 de julho, busca aproximar empresários potiguares de compradores e lojistas de diferentes regiões do país, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a cadeia produtiva da moda no estado. Além da exposição de produtos, a programação inclui desfiles e palestras sobre temas como inovação, sustentabilidade, criatividade e tendências de mercado.
Camilla Ruama, gestora de moda do Sebrae/RN, destacou que um dos principais diferenciais da moda produzida no Rio Grande do Norte está na identidade dos produtos. “As marcas potiguares conseguem incorporar elementos da cultura e das características locais às coleções, oferecendo peças com valor agregado e identidade própria. A moda do RN se diferencia pela qualidade do produto e por trazer a identidade local. Isso faz com que a gente entregue um produto diferenciado”, afirmou.
A gestora ressaltou que a moda envolve uma cadeia extensa, que vai do campo ao varejo, e que empreender exige superar obstáculos em diferentes áreas. Entre as dificuldades citadas estão a logística, já que o RN está distante dos principais centros consumidores do país, além dos desafios ligados à gestão dos negócios e de equipes.
A sustentabilidade também foi apontada como uma pauta cada vez mais presente na indústria da moda. “Hoje o consumidor quer saber a rastreabilidade do produto, quem fez, quais são os insumos e quais são as práticas sustentáveis daquela empresa”, observou Camilla Ruama.
A gestora lembrou que há mais de duas décadas o Sebrae-RN apoia a participação de marcas potiguares em eventos nacionais do setor. Agora, a proposta é inverter a lógica e trazer compradores para conhecer a produção local. “A nossa perspectiva é que vire a vitrine nacional e entre no calendário de moda do Brasil”, disse.
A estilista e consultora de moda do Senai-RN, Jéssica Cerejeira, destacou que as coleções desenvolvidas no estado incorporam elementos da cultura regional, do artesanato e das paisagens potiguares, traduzidos em cores, estampas, bordados, crochês e outras técnicas manuais. “A moda potiguar tem identidade, ela tem essa ginga, tem esse colorido”, explica Jéssica Cerejeira.
Ela também destacou a força da cadeia produtiva do estado, que abriga importantes polos industriais do setor têxtil e de confecção. “A gente tem muito potencial e as nossas marcas autorais, que estão sendo expostas aqui dentro desse evento, estão trazendo esse repertório de um pouco da nossa história”, destaca a consultora.
Segundo Jéssica Cerejeira, o SESI atua em diferentes frentes para atender às demandas da cadeia produtiva, oferecendo desde cursos de curta duração até formações técnicas. “Dentro da nossa cartela de serviços, temos cursos de formação profissional, cursos de menor duração e também os cursos técnicos”, afirma.
Para a estilista da Mora, Diana Mora, o evento representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade do negócio e estabelecer novos contatos. “É um momento bem interessante para nós, pequenos empreendedores.”
Para se diferenciar no mercado, a marca investe em peças exclusivas produzidas com técnicas artesanais, como crochê, pintura manual e o uso de fibras naturais. “Eu venho trabalhando a coleção memórias, que são elementos da minha infância, traduzidos nas peças, como a flor de hibisco, a seriguela, o fruto, a flor”, revela.
Juliana Fernandes, diretora de marketing da Villa Dharma, aposta em unir referências do artesanato norte-rio-grandense a uma linguagem contemporânea como diferencial. “Aqui é uma vitrine para mostrar o nosso trabalho numa escala maior e chegar a esses compradores que estão sendo trazidos pelo evento”, afirma.
Segundo ela, essa combinação tem ajudado a projetar a marca para além do estado, inclusive em eventos internacionais. “Agora, com esse evento, o objetivo é esse: colocar a moda potiguar no lugar onde ela deveria estar, que é nos holofotes”, conta.
Tribuna do Norte