Economia

Governo terá R$ 18,5 bi para socorrer afetados por tarifaço

Governo terá R$ 18,5 bi para socorrer afetados por tarifaço

Governo terá R$ 18,5 bi para socorrer afetados por tarifaço

Alckmin disse que programa garante crédito e seguro garantia| Foto: VALTER CAMPANATO- AGÊNCIA BRASIL

O governo Lula anunciou na quarta-feira (22), data em que começou a valer o novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, um total de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados no plano Brasil Soberano. A medida tem o objetivo de atender as empresas brasileiras afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos e pelas incertezas do cenário internacional.

A taxa adicional de 25% adotada pelo governo Donald Trump deve atingir 15% da pauta exportadora do Brasil para solo americano ou US$ 5,8 bilhões, considerando o volume de 2025, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Do total previsto para o chamado “Plano Brasil Soberano III”, serão R$ 13,5 bilhões de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados.

“Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas envolvidas, traz outro benefício, que é o seguro garantia para pequenas empresas.”, disse o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Além dele, participaram do anúncio o ministros da Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, além do Embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.

O auxílio às empresas atingidas é tratado como prioridade pelo governo, embora o impacto macroeconômico da medida seja considerado pequeno, e também atende aos apelos do setor privado. Segundo o ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, os setores mais prejudicados são madeira, móveis, produtos cerâmicos, máquinas e equipamentos, calçados e açúcar.

Governo rejeita as justificativas dos EUA

O tarifaço atinge 19% das exportações do Brasil para os EUA baseado em um processo conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA, que alega que o Brasil adota práticas “desleais” no comércio com os Estados Unidos.

Os EUA elencaram seis temas para decidir sobre a taxação: pagamentos eletrônicos (pix) e regulação de redes sociais; desmatamento ilegal; acesso ao mercado de etanol; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; e, acordos preferenciais com México e Índia.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.

Tribuna do Norte

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