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Investigação aponta grupo criado para planejar atentado contra Cabo Deyvison em Mossoró

Investigação aponta grupo criado para planejar atentado contra Cabo Deyvison em Mossoró

Investigação aponta grupo criado para planejar atentado contra Cabo Deyvison em Mossoró

Foto: Blog Isamel de Sousa

A investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte sobre o atentado contra o vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison aponta que o ataque teria sido planejado com antecedência. Elementos reunidos no processo e divulgados nesta quarta-feira (16) indicam monitoramento da vítima, divisão de tarefas entre suspeitos e a criação de um grupo no WhatsApp que, segundo a apuração, tinha como objetivo organizar a ação criminosa.

O atentado ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison fazia uma transmissão ao vivo quando foi alvo de disparos. Ele foi atingido nas pernas e sobreviveu. O profissional de comunicação Alyson Diego, que acompanhava o vereador e participava da transmissão, também foi baleado e morreu no local.

Entre os elementos analisados estão conversas atribuídas aos investigados. Conforme o material presente no processo, um grupo chamado “Missão” teria sido criado no WhatsApp às 14h24 do dia 14 de junho, um dia antes do atentado, por um contato identificado como “Pai”.

Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução

Logo após a criação, uma mensagem indicava o “time que vai jogar” e apresentava três identificações: “Argentino piloto, VN pt 100 e Mata rindo 556”. A Polícia Civil analisa as mensagens como parte dos elementos usados para reconstruir a preparação e a execução do crime.

No dia do atentado, o grupo teria sido utilizado para acompanhar os movimentos do vereador. Prints da transmissão ao vivo feita por Cabo Deyvison em frente à UPA foram compartilhados entre os participantes, segundo a investigação.

Por volta do horário do atentado, o contato identificado como “Pai” teria enviado a mensagem “rasga no meio”. Posteriormente, após a informação de que Cabo Deyvison havia sobrevivido, outro perfil identificado como “União” escreveu: “Tô acreditando não”.

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Três investigados seguem presos

Após o ataque, o veículo utilizado na ação foi abandonado. Dois suspeitos deixaram Mossoró em outro automóvel e seguiram em direção ao Ceará. Eles foram presos em Beberibe, em uma ação que contou com forças de segurança dos dois estados. Um terceiro investigado foi posteriormente localizado e preso em Mossoró.

No local do atentado, também foi encontrado um carregador com munições calibre 5.56, utilizado em armamentos do tipo fuzil. O material passou a integrar os elementos analisados para reconstruir a logística empregada no crime.

José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho permanecem presos preventivamente. A manutenção das prisões foi determinada pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim), durante revisão periódica das medidas cautelares.

José Antônio e Vinícius tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas em 18 de junho. A prisão preventiva de Wilson Mariano foi decretada dois dias depois, e ele foi preso em 24 de junho.

Tribuna do Norte

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