Juliana Garcia, sobrevivente de ataque em elevador, anuncia pré-candidatura a deputada

Juliana Garcia, sobrevivente de ataque em elevador, anuncia pré-candidatura a deputada
Juliana Garcia ao lado de Janja, a primeira-dama do Brasil | Foto: Reprodução
A ativista no combate à violência contra a mulher, Juliana Garcia, anunciou pré-candidatura a deputada estadual pelo PT nas eleições de outubro. Ela viveu um caso de repercussão nacional após ser espancada pelo então namorado, que desferiu 61 socos dentro do elevador de um prédio residencial em Natal, em julho do ano passado. Após passar por cirurgias para reconstrução facial e se recuperar, ela adotou atuação na defesa da mulheres.
O anúncio foi feito no perfil dela no Instagram, com mais de 700 mil seguidores. Na descrição, já consta a informação de pré-candidata a deputa estadual. Na página, ela usa uma frase para resumir o seu ativismo: “Da dor, nasce a missão: levantar e apoiar outras mulheres.”
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A filiação de Juliana Garcia ao PT foi anunciada em maio deste ano. Após a divulgação, ela foi alvo de ataques. Em um deles, um homem a xingou e disse que ela merecia “tomar mais 122 socos”.
Caso que ganhou repercussão
Juliana foi brutalmente espancada no dia 26 de julho de 2025, quando recebeu 61 socos dentro de um elevador de um condomínio em Ponta Negra, em Natal. O ataque, cometido pelo então namorado, Igor Eduardo Pereira Cabral, foi registrado por câmeras de segurança e chocou o País.
A vítima sofreu múltiplas fraturas no rosto e precisou passar por diversas cirurgias de reconstrução.
O agressor está preso desde 28 de julho. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte por tentativa de feminicídio e a denúncia foi aceita pela Justiça.
A 1ª Vara Criminal de Natal pronunciou o réu pela suposta prática do crime de feminicídio tentado, com duas qualificadoras. Ou seja, ele vai a júri popular em julgamento a ser marcado.
Tribuna do Norte