Marinho diz a Fachin que Senado ‘não vai se omitir’

Marinho diz a Fachin que Senado ‘não vai se omitir’
Líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN) diz que não haverá ‘espírito de vingança’| Foto: ROSINÉI COUTINHO_STF
O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não haverá “espírito de vingança” contra os ministros da Corte na próxima legislatura e em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Marinho falou com jornalistas após se reunir com Fachin no STF.
Ele ressaltou, porém, que se forem verificados crimes de responsabilidade por parte dos ministros, “o Senado não vai se omitir”. Na sua avaliação, o Senado, sob condução de Davi Alcolumbre (União-AP), têm sido omisso por deixar de analisar os pedidos de abertura de processo de impeachment.
O Estadão já havia antecipado que a fala de Marinho incluíria o recado de que não haveria vingança, mas “vigilância” em uma relação do possível governo Flávio com o STF.
Após receber Marinho, Fachin também se encontrou com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). A senadora saiu sem falar com a imprensa.
Nos bastidores, comenta-se que Marinho poderia concorrer à presidência do Senado no ano que vem. O presidente do Senado é o responsável por aceitar ou rejeitar pedidos de abertura de processo de impeachment.
Marinho também disse que relatou a Fachin a preocupação com uma “intervenção continuada” de ministros do Supremo na Justiça eleitoral e citou os casos do Rio de Janeiro e de Roraima. “Quem ganhar eleições precisa ser empossado”, destacou.
Ele também apontou que o “artifício” usado para escolher o relator de petições protocoladas no Supremo deixou de ser exceção e “está se tornando regra”.
Críticas
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, criticou na terça-feira, 6, a atuação de ministros do STF e defendeu mudanças no Judiciário. Numa publicação em rede social, Marinho afirmou que integrantes do STF utilizam a imprensa e medidas judiciais para constranger o Congresso na fiscalização da Suprema Corte. Segundo ele, a abertura de inquéritos e a adoção dessas medidas são uma forma de impedir a atuação do Parlamento.
“Ameaças como essas, feitas por ministros do STF utilizando a imprensa, só reforçam nosso entendimento de que o Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia. É inaceitável que integrantes da mais alta corte do país tentem constranger o parlamento, utilizando a abertura de inquéritos ou a adoção de medidas judiciais para impedir a atuação do Congresso na fiscalização da Suprema Corte”, escreveu.
O senador também defendeu uma reforma do Judiciário para que o STF, segundo ele, concentre sua atuação na função de corte constitucional. “É mais do que urgente uma reforma do Judiciário.”. disse.
Marinho afirmou ainda que a mudança é necessária para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e declarou que “a população deixou claro nas urnas que não aceita mais esses abusos”. “Supremo é o povo!”, acrescentou.
Na imagem compartilhada por Marinho, aparece uma matéria publicada pelo jornal O Globo, com a legenda: “De diálogo a inquéritos: a estratégia do STF para lidar com a bancada pró-impeachmet”.
A líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também se reuniu com o presidente do STF. O encontro foi logo depois do que ocorreu com o senador Rogério Marinho. A senadora deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) sem falar com a imprensa.
Tribuna do Norte
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