Justiça

Mendonça deve manter inquéritos de Lulinha no STF

Mendonça deve manter inquéritos de Lulinha no STF

Mendonça deve manter inquéritos de Lulinha no STF

Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de enviar à primeira instância dois inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, segundo interlocutores da Corte.

Caso confirme esse entendimento, Mendonça manterá sob seu controle não apenas a condução das investigações, mas também o momento em que um eventual recurso da PGR ou da defesa será submetido ao julgamento da Segunda Turma do Supremo.

Na quarta-feira (19), a PGR defendeu que os inquéritos relacionados às suspeitas envolvendo a Dataprev e a tentativa de venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde sejam remetidos à Justiça Federal de primeira instância.

Para o órgão, não há elementos que indiquem a participação de autoridades com foro privilegiado nem conexão entre esses fatos e a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes em descontos associativos no INSS e tramita no STF justamente por envolver parlamentares.

Lula conversa com advogado de Lulinha

O presidente Lula e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, conversaram no Palácio do Alvorada sobre as investigações que envolvem o filho do presidente. O defensor afirma que reclamou com o chefe do Executivo do que classifica como “vazamentos” de informações sobre os três inquéritos a que Lulinha responde no STF. O encontro ocorreu na noite de quarta-feira (19).

O defensor afirmou que, após ouvir a queixa, Lula perguntou se há algum procedimento para apurar a divulgação de informações e recebeu resposta positiva. Uma investigação foi aberta por determinação do ministro Flávio Dino, relator de um dos casos na Corte. Ainda de acordo com o advogado, o presidente defendeu que o filho preste depoimento e esclareça tudo que for necessário a PF.

“Quem tocou no assunto fui eu. Ele (Lula) tem dito que Fábio (Lulinha) tem que se explicar e se colocar à disposição da Justiça. Fábio já fez isso.”, afirmou Marco Aurélio.

Os inquéritos apuram se Lulinha praticou tráfico de influência e “abriu as portas” do governo para a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga. Ela é sócia de uma consultoria que tentou fazer negócios no Ministério da Saúde e em outros órgãos públicos.

Diálogos entre os dois obtidos pela PF, revelados nesta semana, mostram que eles discutiam negócios em conjunto. Em uma das conversas, em 22 de março de 2024, a empresária diz: “Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça. Poucos negócio é bom (sic). Esse povo aqui tá em outra vibe”. O filho do presidente responde em seguida: “Isso. Deixa eles. Trabalho para caralho e nunca dá em nada”.

Em outra mensagem a Lulinha, a empresária comenta sobre um almoço com Berger, referência a Swederberger Barbosa, na época secretário-executivo do Ministério da Saúde, segundo posto mais importante da pasta.

O filho do presidente ainda responde a outros dois inquéritos no Supremo.

Tribuna do Norte

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